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Capacetes. O que diz a lei e algumas considerações

 

Os fabricantes estão caprichando e sempre inovando na segurança e aparência, fabricando capacetes cada vez mais bonitos. Este item tão importante para a segurança "virou moda".

Por que usá-lo?

Simplesmente porque, num acidente, ele poderá salvar a sua vida!

O QUE DIZ A LEI?

CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO

- Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias:

I - utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores,

- Art. 55. Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão ser transportados:

I - utilizando capacete de segurança;

As autoridades de trânsito esclarecem que a infração por dirigir sem capacete ou usá-lo de maneira inadequada, determina a suspensão do direito de dirigir, independentemente da pontuação existente no prontuário do infrator.

Portanto, não há a necessidade de se atingir os " vinte pontos ", como pensam alguns.

COMO COMPRAR UM CAPACETE

- Alguns fabricantes e comerciantes "recomendam" que os capacetes devem ser substituídos após 5 anos de fabricação, mesmo não tendo sofrido nenhum choque. Isso é uma tremenda "malandragem" . Eles alegam "fadiga de material" para recomendar a troca. Não sei quanto à durabilidade dos feitos de Plástico Injetado (ABS), Kevlar, Fibra de Carbono, mas se os de fibra de vidro devem ser trocados a cada 5 anos, porque não recomendar também a troca das carrocerias dos carros feitas do mesmo material ? A maioria dos para-choques dos veículos atuais são feitos em plástico ABS injetado. Se depois de 5 anos esse material deixa de ser seguro, não seria o caso de se recomendar a troca dos para-choques também ? Não sou técnico no assunto, mas esse "prazo de validade" dos capacetes, é no mínimo muito estranho.

- Consultando uma autoridade de trânsito em nossa cidade, fui informado que essa recomendação é descabida e não existe nenhuma exigência legal pois não consta em nenhuma resolução, portaria ou lei. Portanto se alguém alegar que seu capacete "está vencido" , desafie-o a provar onde está essa exigência.

- Algumas indústrias usam números, outros letras para diferenciar tamanhos. Para saber a medida ideal de seu capacete, proceda da seguinte forma :

Com uma fita métrica na altura de suas sobrancelhas e orelhas meça a circunferência de sua cabeça em centímetros.

Abaixo estão as medidas correspondentes:

55/56 cm NÚMERO 55/56 ou S

57/58 cm NÚMERO 57/58 ou M

59/60 cm NÚMERO 59/60 ou L

61/62 cm NÚMERO 61/62 ou XL


- Opte por um capacete que sirva justo mas que não aperte. Com o tempo de uso o interior do capacete irá "alargar" e se ajustar.

- Capacetes largos tendem a sair do lugar em velocidade e podem colocar a sua segurança em risco.

- Capacetes apertados, com o tempo vão causar dores que dificultam a sequencia da viagem.

Se seu capacete está incomodando na testa, por exemplo, localize a posição e pressione fortemente com o polegar a fim de "amassar" um pouco o Isopor, diminuindo a pressão. Pressionar o isopor com a parte externa de uma colher é uma boa alternativa. No caso de estar machucando na orelha, retire a forração até expor o Isopor, com a ajuda de uma faca ou canivete, aumente a área destinada a orelha, dos dois lados, e recoloque a forração.

- As orelhas devem ficar livres de qualquer pressão sob o risco de dor intensa após algum tempo de uso. Lembre-se que também usando o capacete, por medida de segurança você deve "ouvir" o que se passa à sua volta.

- A higiene é importante no capacete. Dê preferência aos capacetes com forro removível. Lave-o com frequência. Imagine o que é usar a mesma roupa de baixo sem lavá-la durante um ano ou mais.

ESCOLHENDO E AJUSTANDO O CAPACETE

Você pode ter um capacete aberto para dar aquela voltinha na cidade, praia, recinto de encontros e atender à lei. Afinal, você também quer ser visto e reconhecido! Capacetes abertos são muito utilizados por proprietários de motos custom. Eles oferecem bem menos proteção que os capacetes fechados, é uma questão de escolha.

A Lei permite os capacetes abertos, desde que sejam homologados e utilizados com viseiras ou óculos de proteção.

Quando pegar a estrada, dê preferência a um capacete integral. Se você mesmo sabendo que é menos seguro, optar por um aberto, utilize uma viseira inteiriça, ao invés de óculos. Se a viseira for tipo "cristal" (translúcida), pode-se usar se for necessário um óculos de grau ou de sol por baixo. Preocupe-se bastante com a espessura do material da viseira. Ele deve ser o mais resistente possível. Um besouro, passarinho ou pedra mesmo pequenos a 100 -110 km/h fazem quase o mesmo efeito de um tiro de arma de fogo.

Alguns capacetes abertos, muito usados, não têm o selo do INMETRO, portanto de acordo com a lei, são proibidos e você estará sujeito à multa e apreensão da carteira, se o policial for rigoroso e agir como manda o código de trânsito .

O critério de escolha, deve ser em primeiro lugar pelo material de fabricação: Kevlar, Fibra de Carbono e Plástico Injetado(ABS) são teoricamente mais resistentes que Fibra de Vidro.

Acredito que simplesmente comprar um capacete homologado, com selo do INMETRO não seja suficiente. O controle de qualidade é também muito importante.

Leve em consideração o fabricante. Dê preferência ao produto de uma indústria bem conceituada no mercado e que tenha um nome a zelar.

Quando usar o capacete por tempo prolongado, principalmente em dias quentes, coloque uma bandana por baixo. Isso evitará que o suor escorra da testa para os olhos e também que o capacete fique com cheiro desagradável. Alguns molham a bandana nos dias de calor intenso, mas se não houver a possibilidade de secar o capacete após o uso, (deixá-lo ao sol, por exemplo) esta prática. é desaconselhada.

Cuide bem do seu capacete, evitando guardá-lo-lo em lugares úmidos, ou muito quentes e sem ventilação.

VISEIRAS

As viseiras devem ser mantidas limpas e sem arranhões. A viseira um pouco arranhada que você acha que dá para usar durante o dia, pode tirar sua visão e causar um acidente à noite. É muito desagradável descobrir quando escurecer que você não consegue enxergar nada quando cruza com a luz de um carro em sentido contrário.

O custo da substituição de uma viseira é irrisório considerando-se o prazer de pilotar e o benefício que ela traz à sua segurança.

TESTE A FIVELA / TRAVA DE FECHAMENTO

Após colocar o capacete e travar a cinta jugular, insira seu dedo entre o pescoço e ela e tente puxá-la para baixo. Se a fivela estiver bem fechada não deve se soltar em hipótese alguma. Uma fivela com defeito ou de material duvidoso pode romper-se em um acidente e o capacete pode sair da sua cabeça.

LIMPEZA

Para limpar o capacete, utilize uma flanela limpa e sabão neutro. É recomendável mantê-lo sempre encerado, pois em caso de queda, ele deslizará melhor no asfalto, pelo menos em um primeiro momento.

TROFÉU

É voz corrente entre os motociclistas mais antigos e experientes que após um tombo seu capacete deverá ser guardado como lembrança. Dizem até que "dá azar" continuar a usá-lo. Misticismo à parte, a verdade é que um capacete após o impacto, pode apresentar fissuras que muitas vezes não são visíveis. Encare-o como um troféu, ou um anjo da guarda que pode ter salvo sua vida, e reserve em sua estante um espaço de destaque para exibí-lo.

PORQUE USAR UM CAPACETE FECHADO?

A foto, o texto e os dados abaixo, consegui em um site americano de motociclismo. O diagrama das áreas de impacto dos capacetes, é o resultado de um estudo sério, extenso e responsável, encomendado pelas autoridades de trânsito dos USA. Lá, segurança é assunto tratado por todos com muita responsabilidade.



Este é o capacete de um motociclista após ter sofrido uma queda. Ele safou-se, por estar usando um capacete fechado. Não sofreu nenhum dano no rosto. Se estivesse usando um capacete aberto, provavelmente seria incapaz de voltar para casa pilotando!



O diagrama acima mostra as áreas de impacto em capacetes nos acidentes de motos. Note que 35% de todas as pancadas e raspadas, foram na área do queixo. Isso significa que se você estiver pilotando com um capacete aberto (sem a "queixeira) esteja ciente que sua cabeça terá apenas 65% da proteção que poderia ter.

E pior ainda: se você estiver usando um capacete tipo "coquinho" ou um de modelo "nazista", você estará tendo sòmente 39% da proteção que poderia ter. Você estará literalmente "jogando fora" 61% da proteção que teria se estivesse usando um capacete fechado.

Usar um capacete "genérico" ou não homologado, só prá enganar o guarda é o tipo de "malandragem" que não compensa.

Quanto à você não sei, mas minha cabeça é um bem muito precioso.

A escolha é sua. A cabeça é sua. A vida é sua.




Ainda sobre os capacetes, você sabia que não é obrigado a ter o adesivo reflectivo na parte da frente?

E qual é a obrigação?


Vejamos o que diz a lei:



RESOLUÇÃO Nº 270 DE 15 DE FEVEREIRO de 2008

Dá nova redação ao art. 2º da Resolução nº 203/2006, do CONTRAN.


O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN, no uso da atribuição que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro, e tendo em vista o disposto no Decreto nº 4.711, de 29 de maio de 2003, que dispõe sobre a coordenação do Sistema Nacional de Trânsito - SNT;


Considerando os entendimentos mantidos com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, resolve:


Art. 1º Referendar a Deliberação nº 62, de 08 de fevereiro de 2008, do Presidente do CONTRAN, publicada no Diário Oficial da União de 11 de fevereiro de 2008.


Art. 2º O art. 2º da Resolução nº 203/2006, do CONTRAN, passa a vigorar com a seguinte redação:


"Art. 2º Para fiscalização do cumprimento desta Resolução, as autoridades de trânsito ou seus agentes devem observar a aposição de dispositivo refletivo de segurança nas partes laterais e traseira do capacete, a existência do selo de identificação da conformidade do INMETRO, ou etiqueta interna com a logomarca do INMETRO, podendo esta ser afixada no sistema de retenção, sendo exigíveis apenas para os capacetes fabricados a partir de 1º de agosto de 2007, nos termos do § 2º do art. 1º e do Anexo desta Resolução."


Parágrafo único. A fiscalização de que trata o caput deste artigo, será implementada a partir de 1º de junho de 2008.


Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.


Alfredo Peres da Silva

Presidente

Elcione Diniz Macedo

Ministério das Cidades

Jose Antonio Silvério

Ministério da Ciência e Tecnologia

Salomão José de Santana

Ministério da Defesa

Rodrigo Lamego de Teixeira Soares

Ministério da Educação

Carlos Alberto Ferreira Dos Santos

Ministério do Meio Ambiente

Valter Chaves Costa

Ministério da Saúde

Edson Dias Gonçalves

Ministério dos Transportes

Marcelo Paiva dos Santos

Ministério da Justiça




Será que o agente de fiscalização conhece essa legislação?

Então vai uma dica ao galeiro:

Tire uma cópia desta lei, diminua a fonte e leve um cópia junto com os seus documentos.


Fonte: Abram

 

 

 

 

 

 

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